Mauro Meister

Mauro Meister

Muitos pais estão ainda no processo de buscar uma escola para seus filhos. As incansáveis idas a diferentes lugares para ver as instalações e conhecer alguns funcionários e professores toma tempo e energia de pais preocupados com a educação dos filhos. Mas, quase por 'default', a maioria esquece de fazer a pergunta no título desta postagem. Até por assumirem que a educação escolar é neutra e, ao final, tudo igual... mas não é bem assim. Dai a minha recomendação do livro do Pb. Solano Portela, O que estão ensinando aos nossos filhos?. Segue abaixo parte do prefácio que tive o privilégio de escrever para o livro, a fim de que você se sinta encorajado a uma leitura a fim de saber, com uma base cristã sólida, fazer a melhor escolha: 

Do Prefácio da Obra
Prefaciar esta obra é um privilégio. Sou o discípulo sendo honrado pelo mestre, apresentando sua obra! Minha apreciação, amor e vocação pelo tema deste livro foram fomentados e estimulados pelos escritos e pela pessoa de Solano Portela, como instrumento nas mãos de Deus para minha formação. Ao longo de alguns anos tivemos muitas oportunidades de conversar, discutir, debater, trabalhar e produzir dentro de um movimento que continua incipiente, porém, em pleno crescimento no Brasil: a educação escolar cristã.

Sobre a situação da educação escolar cristã no Brasil
 
Ainda que as escolas cristãs do ramo protestante já tenham história centenária no solo brasileiro e muitos homens e mulheres de valor tenham dedicado suas vidas inteiras a este trabalho, algo ficou faltando: uma base teórica sobre a qual pudéssemos refletir a educação escolar cristã e desenvolver métodos e sistemas de ensino com sólida fundamentação da cosmovisão bíblica.
 
Podemos claramente observar que a história do Brasil se confunde com a educação religiosa durante todo o processo de colonização. A maior cidade brasileira tem como seu marco inicial o Pateo do Collegio. Uma escola de catequese Jesuíta é o coração da capital paulista, não por acaso, São Paulo, toda cercada por santos. Essa confusão entre escola e ensino religioso pode dar a impressão de que o ensino do fundamento do cristianismo, a Bíblia, tenha tido grande influência no processo educacional. Ledo engano. Cercado de tradições que não são bíblicas e de muitos interesses diametralmente contrários à Bíblia, a educação praticada não era serva da Escritura, mas usava sua autoridade para fazer cumprir vários interesses. A cultura judaico cristã que ainda domina a cultura brasileira foi distorcida para acomodar o pensamento, a religião e os valores morais de muitas classes que vieram tomar posse da terra brazilis.
 
Quando as primeiras missões protestantes chegaram ao Brasil, ainda no império, imediatamente perceberam a necessidade da educação do povo, e dai nasceram as primeiras escolas protestantes. Cheias de vigor, trouxeram inovações e pensamento revolucionário para o contexto educacional. Refletiam preocupação missionária e redentiva para o processo educacional. Algumas se tornaram modelo de excelência em educação, deixando marcas profundas nas vidas dos que ali passaram.
Porém, a dinâmica do mundo em processo de globalização e secularização não deixou estas escolas protestantes ilesas. Novos conceitos educacionais altamente naturalistas nas suas bases vieram como um rolo compressor sobre o sistema educacional tradicional brasileiro e de dentro de nossas universidades começou a ecoar uma nova voz que exigia o exercício de uma educação que preparasse para uma nova realidade, o cidadão autônomo, livre. Somado a uma série de outros problemas como a falta de planejamento, investimentos, corrupção e desvio de verbas, a educação praticada no Brasil tem mostrado resultados vergonhosos. Em um ranking de 65 países, o Brasil se colocou como 53º no último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA 2009). 
 
Mas o problema não reside apenas no quanto nossos alunos são capazes de ler e realizar operações aritméticas, seja na escola secular ou religiosa. O problema maior está na formação moral dos alunos destas escolas. A criação do estado laico passou a ser confundida com um estado ateu e a escola laica, da mesma forma. Nesse processo as escolas de origem cristã protestante praticamente perderam sua identidade e quaisquer elementos distintivos na sua pedagogia. Passaram a adotar como modelos de excelência os mesmos modelos ensinados nas universidades, sem críticas e sem questionamentos, não percebendo que nas bases fundamentais destes modelos e teorias pedagógicas encontrariam pressupostos absolutamente anticristãos.
 
Assim como a educação brasileira em geral passa por uma crise de resultados, as escolas de origem cristã protestantes passam por uma crise de identidade, necessitando responder com urgência a questões como: o que é educação cristã escolar? O que é e como se deve ensinar em uma escola cristã?
 
Sobre a atuação do autor
Diante da situação e das questões acima é que encontramos a importância do trabalho de pesquisa e reflexão do autor deste livro. Com mente inquiridora e insatisfeito com a situação e respostas fáceis, na década de 1980 escreveu um pequeno opúsculo publicado pela Editora Fiel com o nome “Educação Cristã?” Esta primeira obra começou a despertar em educadores brasileiros a necessidade de argumentar em favor de uma educação escolar cristã que não fosse meramente emuladora das teorias e métodos da educação secularizada ou da educação religiosa amplamente praticada no país. Antes, propunha que a educação escolar cristã deveria encontrar sua própria definição no contraste com a educação secular. O próprio título da obra, com uma interrogação ao final, já mostrava que o conceito ainda era estranho ao nosso público. Naquele tempo, era comum o encaixe do papel das escolas cristãs debaixo do conceito de ‘educação secular’, em contraste com a ‘educação cristã’ dada na igreja. Por sinal, o livro saiu após as palestras que proferiu na Primeira Conferência Fiel para Pastores sobre o tema.
 
Sempre pensando sobre os diversos atores envolvidos no processo educacional (professores, gestores, pais e alunos) e buscando respostas bíblicas sobre o papel de cada um deles, passou a ser requisitado como conselheiro e palestrante nas mais diversas situações por educadores cristãos e igrejas, tendo auxiliado a muitos, em repetidas ocasiões, com palavras bíblicas e sábias sobre o processo educacional.
 
Vivendo em Recife com a família e trabalhando no ramo da indústria e comércio, como gerente e diretor de empresas, foi conselheiro no processo de abertura de uma escola cristã muito bem sucedida, naquela cidade, e atuou na preparação de folhetos para a divulgação do conceito de educação escolar cristã, apontando a pais e pastores a necessidade de uma educação realmente bíblica. Mais tarde, morando em Manaus, interagiu com iniciativas da educação escolar cristã por parte de irmãos que traduziam material didático cristão de origem norte americana para a língua portuguesa e rodou o país proferindo conferências, com eles, sobre o tema.
 
No começo da década de 2000, sempre envolvido com a educação cristã e tendo seus filhos estudando em uma escola comprometida com o conceito bíblico de educação, em São Paulo, aproximou-se da Association of Christian Schools International – ACSI, da qual tornou-se, em 2004, um associado fundador e vice-presidente de seu conselho, a Associação Internacional de Escolas Cristãs – ACSI Brasil, mais tarde tornando-se o seu presidente.
 
Em 2004 foi contratado para trabalhar no Instituto Presbiteriano Mackenzie, uma instituição de origem cristã presbiteriana e dentro da área educacional. Como presbítero desta denominação encontrou realização ao unir suas competências profissionais com suas aspirações educacionais, como ele mesmo diz, seu primeiro amor. Em 2005 foi nomeado Superintendente da Educação Básica das Escolas Mackenzie (São Paulo, Tamboré e Brasília), incluindo a responsabilidade pelo recém-estabelecido Sistema Mackenzie de Ensino, que ainda dava seus primeiros passos de estruturação. Desde as ideias seminais que compuseram o primeiro projeto político pedagógico unificado das escolas e do Sistema até a produção final dos primeiros livros da educação infantil, a firmeza e clareza dos conceitos da educação cristã escolar postulados por Solano estiveram presentes de forma marcante e visível. Neste estágio, junto com uma equipe que foi sendo por ele formada aos poucos, o trabalho pioneiro tomou corpo e vulto para chegar até o presente com quase 150 escolas ao redor do Brasil que usam este material, abrangendo todas as áreas do conhecimento e que em breve deve completar o Ensino Fundamental II, já partindo para o Ensino Médio. Atualmente, como Diretor Financeiro no Mackenzie, continua com o coração na educação, envolvido em conferências e planejamento.
 
No ano de 2000, Solano Portela registrou em um artigo na revista acadêmica Fides Reformata (5/1), “uma avaliação teológica preliminar de Jean Piaget e do construtivismo”. Essa análise, mais aprofundada do tema da educação escolar cristã, está contida neste livro, expandida e atualizada. Em 2008, Solano Portela foi o grande incentivador e apresentador da produção de um volume da Fides Reformata totalmente dedicado à educação escolar cristã. Dentro desse volume publicou o artigo intitulado Pensamentos preliminares direcionados a uma pedagogia redentiva. Nele, propõe “O desenvolvimento de uma pedagogia própria à educação cristã,  [...] apresentada como sendo a solução imperativa para as escolas cristãs [...] A pedagogia redentiva apoia-se em nove alicerces: metafísico, epistemológico, ontológico, nomístico, ético, relacional, metodológico, estético e teleológico” (Fides Reformata, 13/2). Entendo que este artigo, inédito quanto à sua aplicabilidade no contexto da educação brasileira, é um marco na busca da compreensão e execução da tarefa da educação cristã em nosso país e, agora, encontra sua forma mais completa e ampla apresentada neste livro. Assim, a obra que o leitor tem agora nas mãos é o fruto de um processo de reflexão e aplicação do pensamento bíblico à educação ao longo de quase 30 anos. Reúne uma sólida cosmovisão bíblica e sua aplicação bastante prática para o contexto educacional brasileiro.
 
O livro é dividido em três grandes partes que relatam:
a) O Contexto: como se encontra o atual cenário da educação no Brasil, tanto secular quanto religiosa, principalmente orientada pelas teorias construtivistas;
b) O Contraste: a plausibilidade da educação cristã como uma alternativa;
c) A Proposta: uma proposição para o desenvolvimento de uma pedagógica cristã, como mencionada acima, chamada de “Pedagogia Redentiva”.
 
A primeira parte faz uma avaliação bastante pertinente do Construtivismo e sua influência na educação brasileira nas últimas três décadas. Nesta seção o autor demonstra que a proposta pedagógica predominante na educação brasileira é muito mais do que uma metodologia de educação e que não pode ser tomada como algo neutro e estéril para ser aplicado em qualquer contexto. Antes, é uma filosofia que contém uma série de contradições fundamentais com os princípios da fé cristã que encontramos nas Escrituras. Os conceitos fundamentais de Piaget, Emilia Ferreiro e de vários pensadores brasileiros são avaliados à luz dos conceitos bíblicos da epistemologia e de seu sistema de valores. Dentre seus 20 capítulos, encontramos vários temas que incluem a avaliação de alguns materiais didáticos e suas filosofias anticristãs. A seção serve como um chamado à reflexão por parte dos pais, educadores e escolas cristãs que querem de fato promover uma educação de excelência que tenha fundamentos numa cosmovisão bíblica sobre a vida e o mundo.
 
A segunda parte do livro labora sobre a educação escolar cristã como uma alternativa, partindo do princípio de que a Bíblia nos apresenta uma visão unificada da vida que deve servir como base para a educação praticada pelo cristianismo em geral e pelas escolas cristãs em particular.  A seção trata de definir o que é a educação escolar cristã, quais são seus parâmetros e como ela se constitui a partir de uma cosmovisão cristã. Neste ponto o autor faz uma descrição da aplicação do conceito de educação cristã escolar para as grandes áreas do conhecimento, demonstrando como cada uma delas deve ser compreendida e ensinada a partir das Escrituras: a matemática, ciência, saúde, geografia, história, sociedade, governo, economia, cultura e arte e tecnologia. Dentre os capítulos encontramos tratados os temas da didática de Jesus, limites, a missão da escola e do educador e seu papel na cultura.
 
A última parte trata da Pedagogia Redentiva traçando as suas definições e tarefas fundamentais. Trabalhando sobre os principais atores e ideias da pedagogia praticada no Brasil, Solano caminha para uma proposta que avalia os caminhos seguidos até o momento avaliando em que pontos são possíveis o diálogo entre a pedagogia em geral e a proposta de uma pedagogia que leve, de fato, em consideração os pressupostos do cristianismo histórico conforme compreendido a partir das Escrituras. Os principais temas abordados são a complexidade, transversalidade e transdisciplinaridade, individualidade, pilares da educação, construtivismo, pedagogias de Paulo Freire e males sociais. O livro é concluído com uma breve seção que abre o caminho para as próximas pesquisas e desafios que se encontram no caminho dos educadores cristãos brasileiros.
Como dito anteriormente, trata-se da reflexão sobre a experiência numa caminhada que amadureceu ao longo do tempo. Solano Portela estabelece em seu livro o “ponto de fuga” sobre o qual poder-se-á construir toda uma perspectiva para a educação escolar cristã no Brasil. 

Mauro Meister

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2012/12/ao-escolher-uma-escola-voce-costuma.html

A Veja São Paulo publicou neste final de semana a edição 2304, de 16 de Jan de 2013, a matéria de capa "Profissão Pastor". A chamada da matéria diz:

Acompanhamos um curso de formação de mão de obra evangélica

Em troca de dedicação integral, quem segue carreira pode ganhar um salário de até R$ 22.000 por mês

Que impressão se tem ao ler uma chamada como esta? Que ser pastor, não importa onde, é um negócio, e até bom, afinal, são poucos os ganham salários dessa monta. Veja mostra mais uma vez parcialidade ao trazer a informação ao público, selecionando de forma maliciosa o que diz e dando um quadro falso a respeito da verdade como um todo. Não que o conteúdo da matéria em si seja mentiroso. Aliás, não tenho nem como avaliar, mas posso imaginar que seja fato. O que traz o arrepio a respeito, além do erro logo no começo, ao citar uma das pessoas com quem teve contato (“Que Deus abra o caminho contra as sílabas do maligno” - certamente deveria ser "ciladas") é que a reportagem não passa de uma generalização. Ou seja, além das igreja mencionadas, existem muitas outras, sérias e comprometidas com a formação acadêmica e pastoral dos seus ministros e que não fizeram e nem fazem do pastorado uma profissão. Que se fizesse ao menos uma ressalva... mas, nada é dito. Que existem aquele que fizeram de igrejas comércio, é fato. Que tornaram seus pastores comerciantes, não é o meu ponto aqui. Minha indignação é que o leitor, depois de ler a VEJA SP, olhe para todos os pastores da maneira como descrito pela revista. Pois bem, para que se saiba, e isto já escrevi como carta para a revista, veja como é que se forma um pastor na Igreja Presbiteriana do Brasil:

1. precisa ser membro de uma igreja local há no mínimo 3 anos.

2. precisa se apresentar diante do conselho da igreja e ser reconhecido por este como 
alguém vocacionado. 

3. o conselho da igreja local deve testar este que aspira ao ministério pastoral. É costume da minha igreja local enviar este jovem para um instituto bíblico antes de enviar ao seminário (1 a 2 anos).

4. se aprovado, é enviado ao presbitério, que o examina teologicamente e exige exames e atestados físicos e psicológicos. Chega como aspirante e, caso aprovado, torna-se candidato ao ministério.

5. o presbitério deve enviá-lo a um seminário da denominação para um curso teológico que
dura entre 4 e 5 anos (matutino ou noturno) no qual deve aprender, entre dezenas de disciplinas, as línguas hebraica e grega (as línguas originais em que o Antigo e Novo Testamentos foram majoritariamente escritos). A entrada é feita por uma espécie de vestibular que testa a capacidade intelectual e o conhecimento geral do candidato.

6. durante o período de candidatura é designado um tutor ao candidato que deve se assegurar dos aspectos diversos da vida espiritual, emocional e os estudos do candidato, vendo para que mantenha um padrão digno do Evangelho de Cristo.

7. depois do curso teológico o candidato apresenta-se ao presbitério com seu diploma de Bacharel em Teologia e deve fazer uma série de exames diante do presbitério (orais e escritos). 

8. se aprovado o presbitério pode licenciar este candidato para a obra pastoral, ainda em um período de experiência que pode durar de um a dois anos. 

9. o licenciado, depois deste período é novamente examinado pelo presbitério e então pode ser ordenado pastor.

Este processo todo tem como finalidade testar se aquele que se apresenta como candidato ao ministério pastoral preenche os requisitos bíblicos para ser pastor, como os descritos em 2 Timóteo 3.

Em um comentário a respeito desses passos alguém chegou a dizer: "assim, nem Jesus poderia ser pastore nesta igreja". Ora, a questão é que não estamos examinando Jesus, mas homens que precisam, antes de mais nada, mostrar idoneidade ao transmitir a Palavra de Deus e trabalhar com a vida das ovelhas de Cristo.

Sim, tem custo, que normalmente é arcado pela igreja, presbitério e o candidato. Não, o salário médio de um pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil está muito longe de 22 mil reais. Vamos convidar o repórter da Veja SP para ver se passa neste!

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Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2013/01/para-ser-pastor-sobre-materia-da-veja.html

Quinta, 20 Dezembro 2012 10:45

Um pouco mais sobre o nome de Jesus e natal

Um pouco mais sobre o nome de Jesus e natal

"e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre." Isaías 9.6-7

As mensagens por ocasião da celebração do Natal andam confusas. Tem até muita gente cristã rejeitando esta celebração em razão dessa confusão. Mas a mensagem bíblica a respeito da encarnação do Verbo de Deus é muito clara! Vamos caminhar rapidamente no capítulo 9 de Isaías para entender o que Deus havia preparado!

Primeiro, mensagem do Natal é uma mensagem de esperança verdadeira. O primeiro verso do texto já nos diz: “Mas para a Terra que estava aflita não continuará a obscuridade.” O fato é que aquele povo estava em trevas e cegueira espiritual, social e cultural. Eles precisavam de luz e a encarnação é a manifestação daquele que é a luz do mundo: "O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz”! (v. 2) 

Para que isto acontecesse, era necessária a disciplina: “Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali". Mas a disciplina de Deus não é sem um propósito: "Mas, nos últimos tempos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios" (v. 1), ou seja, a disciplina de Deus é acompanhada de misericórdia! Para entender este texto temos que começar admitindo que somos pecadores e carecemos da misericórdia de Deus. 

O que Deus disse que faria para tornar essas coisas uma realidade? Segundo vimos no verso 2, fazendo a sua luz brilhar! Alguém que vive sem perspectiva e visão, precisa de luz. Quem vive em trevas, vive em opressão e tristeza. E o pecado faz isto conosco! Mas Deus prometeu que traria sobre o seu povo a sua alegria (v. 3): “Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos.” Também era necessário que fossem retiradas as causas dessa opressão: “Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor...” (v. 4) Além do jugo histórico pelo qual este povo passou, oprimido por muitas nações, o principal jugo que tinham era aquele imposto pela sua natureza caída. 

Mas qual seria o agente para concretizar estas coisas: o filho encarnado de Deus - "um menino nos nasceu, um filho se nos deu" (v. 6). Ele pode fazer isto por causa de quem ele é e do poder que ele tem: "o governo está sobre os seus ombros". O Natal não é sobre o indefeso menino, mas sobre Aquele que carrega nos ombros o governo de todas as coisas! Aquele que veio e venceu a morte, o príncipe das trevas e o próprio pecado, para que não mais fôssemos escravos dele.

E finalmente, podemos e devemos celebrar o Natal com grande confiança por conta do caráter desse governante: "e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre." (v. 6-7) Esse nome é simples, é Jesus (Josué, em hebraico) e significa "Jeová Salva" ou "Jeová é Salvação".

Meu desejo é que nesta confiança e na promessa desse texto (O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto!) celebremos o nascimento do Salvador, o autor e consumador da fé e tenhamos a visão e a esperança que só pode vir deste que tem o governo sobre os seus ombros! Lembre-se, o governo não está sobre você, mas sobre Cristo.
   
Publicado originalmente no site da
Associação Internacional de Escolas Cristãs (ACSI Brasil) e adaptado.
Mauro Meister
Diretor Executivo ACSI Brasil


Texto de Isaías 9.1-7
Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios.  2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz.  3 Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos.  4 Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas;  5 porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo.  6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;  7 para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto. 

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2012/12/um-pouco-mais-sobre-o-nome-de-jesus-e.html

Muitos pais estão ainda no processo de buscar uma escola para seus filhos. As incansáveis idas a diferentes lugares para ver as instalações e conhecer alguns funcionários e professores toma tempo e energia de pais preocupados com a educação dos filhos. Mas, quase por 'default', a maioria esquece de fazer a pergunta no título desta postagem. Até por assumirem que a educação escolar é neutra e, ao final, tudo igual... mas não é bem assim. Dai a minha recomendação do livro do Pb. Solano Portela, O que estão ensinando aos nossos filhos?. Segue abaixo parte do prefácio que tive o privilégio de escrever para o livro, a fim de que você se sinta encorajado a uma leitura a fim de saber, com uma base cristã sólida, fazer a melhor escolha: 

Do Prefácio da Obra
Prefaciar esta obra é um privilégio. Sou o discípulo sendo honrado pelo mestre, apresentando sua obra! Minha apreciação, amor e vocação pelo tema deste livro foram fomentados e estimulados pelos escritos e pela pessoa de Solano Portela, como instrumento nas mãos de Deus para minha formação. Ao longo de alguns anos tivemos muitas oportunidades de conversar, discutir, debater, trabalhar e produzir dentro de um movimento que continua incipiente, porém, em pleno crescimento no Brasil: a educação escolar cristã.

Sobre a situação da educação escolar cristã no Brasil
Ainda que as escolas cristãs do ramo protestante já tenham história centenária no solo brasileiro e muitos homens e mulheres de valor tenham dedicado suas vidas inteiras a este trabalho, algo ficou faltando: uma base teórica sobre a qual pudéssemos refletir a educação escolar cristã e desenvolver métodos e sistemas de ensino com sólida fundamentação da cosmovisão bíblica.
Podemos claramente observar que a história do Brasil se confunde com a educação religiosa durante todo o processo de colonização. A maior cidade brasileira tem como seu marco inicial o Pateo do Collegio. Uma escola de catequese Jesuíta é o coração da capital paulista, não por acaso, São Paulo, toda cercada por santos. Essa confusão entre escola e ensino religioso pode dar a impressão de que o ensino do fundamento do cristianismo, a Bíblia, tenha tido grande influência no processo educacional. Ledo engano. Cercado de tradições que não são bíblicas e de muitos interesses diametralmente contrários à Bíblia, a educação praticada não era serva da Escritura, mas usava sua autoridade para fazer cumprir vários interesses. A cultura judaico cristã que ainda domina a cultura brasileira foi distorcida para acomodar o pensamento, a religião e os valores morais de muitas classes que vieram tomar posse da terra brazilis.

Quando as primeiras missões protestantes chegaram ao Brasil, ainda no império, imediatamente perceberam a necessidade da educação do povo, e dai nasceram as primeiras escolas protestantes. Cheias de vigor, trouxeram inovações e pensamento revolucionário para o contexto educacional. Refletiam preocupação missionária e redentiva para o processo educacional. Algumas se tornaram modelo de excelência em educação, deixando marcas profundas nas vidas dos que ali passaram.
Porém, a dinâmica do mundo em processo de globalização e secularização não deixou estas escolas protestantes ilesas. Novos conceitos educacionais altamente naturalistas nas suas bases vieram como um rolo compressor sobre o sistema educacional tradicional brasileiro e de dentro de nossas universidades começou a ecoar uma nova voz que exigia o exercício de uma educação que preparasse para uma nova realidade, o cidadão autônomo, livre. Somado a uma série de outros problemas como a falta de planejamento, investimentos, corrupção e desvio de verbas, a educação praticada no Brasil tem mostrado resultados vergonhosos. Em um ranking de 65 países, o Brasil se colocou como 53º no último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA 2009). 

Mas o problema não reside apenas no quanto nossos alunos são capazes de ler e realizar operações aritméticas, seja na escola secular ou religiosa. O problema maior está na formação moral dos alunos destas escolas. A criação do estado laico passou a ser confundida com um estado ateu e a escola laica, da mesma forma. Nesse processo as escolas de origem cristã protestante praticamente perderam sua identidade e quaisquer elementos distintivos na sua pedagogia. Passaram a adotar como modelos de excelência os mesmos modelos ensinados nas universidades, sem críticas e sem questionamentos, não percebendo que nas bases fundamentais destes modelos e teorias pedagógicas encontrariam pressupostos absolutamente anticristãos.

Assim como a educação brasileira em geral passa por uma crise de resultados, as escolas de origem cristã protestantes passam por uma crise de identidade, necessitando responder com urgência a questões como: o que é educação cristã escolar? O que é e como se deve ensinar em uma escola cristã?

Sobre a atuação do autor
Diante da situação e das questões acima é que encontramos a importância do trabalho de pesquisa e reflexão do autor deste livro. Com mente inquiridora e insatisfeito com a situação e respostas fáceis, na década de 1980 escreveu um pequeno opúsculo publicado pela Editora Fiel com o nome “Educação Cristã?” Esta primeira obra começou a despertar em educadores brasileiros a necessidade de argumentar em favor de uma educação escolar cristã que não fosse meramente emuladora das teorias e métodos da educação secularizada ou da educação religiosa amplamente praticada no país. Antes, propunha que a educação escolar cristã deveria encontrar sua própria definição no contraste com a educação secular. O próprio título da obra, com uma interrogação ao final, já mostrava que o conceito ainda era estranho ao nosso público. Naquele tempo, era comum o encaixe do papel das escolas cristãs debaixo do conceito de ‘educação secular’, em contraste com a ‘educação cristã’ dada na igreja. Por sinal, o livro saiu após as palestras que proferiu na Primeira Conferência Fiel para Pastores sobre o tema.

Sempre pensando sobre os diversos atores envolvidos no processo educacional (professores, gestores, pais e alunos) e buscando respostas bíblicas sobre o papel de cada um deles, passou a ser requisitado como conselheiro e palestrante nas mais diversas situações por educadores cristãos e igrejas, tendo auxiliado a muitos, em repetidas ocasiões, com palavras bíblicas e sábias sobre o processo educacional.

Vivendo em Recife com a família e trabalhando no ramo da indústria e comércio, como gerente e diretor de empresas, foi conselheiro no processo de abertura de uma escola cristã muito bem sucedida, naquela cidade, e atuou na preparação de folhetos para a divulgação do conceito de educação escolar cristã, apontando a pais e pastores a necessidade de uma educação realmente bíblica. Mais tarde, morando em Manaus, interagiu com iniciativas da educação escolar cristã por parte de irmãos que traduziam material didático cristão de origem norte americana para a língua portuguesa e rodou o país proferindo conferências, com eles, sobre o tema.

No começo da década de 2000, sempre envolvido com a educação cristã e tendo seus filhos estudando em uma escola comprometida com o conceito bíblico de educação, em São Paulo, aproximou-se da Association of Christian Schools International – ACSI, da qual tornou-se, em 2004, um associado fundador e vice-presidente de seu conselho, a Associação Internacional de Escolas Cristãs – ACSI Brasil, mais tarde tornando-se o seu presidente.

Em 2004 foi contratado para trabalhar no Instituto Presbiteriano Mackenzie, uma instituição de origem cristã presbiteriana e dentro da área educacional. Como presbítero desta denominação encontrou realização ao unir suas competências profissionais com suas aspirações educacionais, como ele mesmo diz, seu primeiro amor. Em 2005 foi nomeado Superintendente da Educação Básica das Escolas Mackenzie (São Paulo, Tamboré e Brasília), incluindo a responsabilidade pelo recém-estabelecido Sistema Mackenzie de Ensino, que ainda dava seus primeiros passos de estruturação. Desde as ideias seminais que compuseram o primeiro projeto político pedagógico unificado das escolas e do Sistema até a produção final dos primeiros livros da educação infantil, a firmeza e clareza dos conceitos da educação cristã escolar postulados por Solano estiveram presentes de forma marcante e visível. Neste estágio, junto com uma equipe que foi sendo por ele formada aos poucos, o trabalho pioneiro tomou corpo e vulto para chegar até o presente com quase 150 escolas ao redor do Brasil que usam este material, abrangendo todas as áreas do conhecimento e que em breve deve completar o Ensino Fundamental II, já partindo para o Ensino Médio. Atualmente, como Diretor Financeiro no Mackenzie, continua com o coração na educação, envolvido em conferências e planejamento.

No ano de 2000, Solano Portela registrou em um artigo na revista acadêmica Fides Reformata (5/1), “uma avaliação teológica preliminar de Jean Piaget e do construtivismo”. Essa análise, mais aprofundada do tema da educação escolar cristã, está contida neste livro, expandida e atualizada. Em 2008, Solano Portela foi o grande incentivador e apresentador da produção de um volume da Fides Reformata totalmente dedicado à educação escolar cristã. Dentro desse volume publicou o artigo intitulado Pensamentos preliminares direcionados a uma pedagogia redentiva. Nele, propõe “O desenvolvimento de uma pedagogia própria à educação cristã,  [...] apresentada como sendo a solução imperativa para as escolas cristãs [...] A pedagogia redentiva apoia-se em nove alicerces: metafísico, epistemológico, ontológico, nomístico, ético, relacional, metodológico, estético e teleológico” (Fides Reformata, 13/2). Entendo que este artigo, inédito quanto à sua aplicabilidade no contexto da educação brasileira, é um marco na busca da compreensão e execução da tarefa da educação cristã em nosso país e, agora, encontra sua forma mais completa e ampla apresentada neste livro. Assim, a obra que o leitor tem agora nas mãos é o fruto de um processo de reflexão e aplicação do pensamento bíblico à educação ao longo de quase 30 anos. Reúne uma sólida cosmovisão bíblica e sua aplicação bastante prática para o contexto educacional brasileiro.

O livro é dividido em três grandes partes que relatam: a) O Contexto: como se encontra o atual cenário da educação no Brasil, tanto secular quanto religiosa, principalmente orientada pelas teorias construtivistas; b) O Contraste: a plausibilidade da educação cristã como uma alternativa; c) A Proposta: uma proposição para o desenvolvimento de uma pedagógica cristã, como mencionada acima, chamada de “Pedagogia Redentiva”.

A primeira parte faz uma avaliação bastante pertinente do Construtivismo e sua influência na educação brasileira nas últimas três décadas. Nesta seção o autor demonstra que a proposta pedagógica predominante na educação brasileira é muito mais do que uma metodologia de educação e que não pode ser tomada como algo neutro e estéril para ser aplicado em qualquer contexto. Antes, é uma filosofia que contém uma série de contradições fundamentais com os princípios da fé cristã que encontramos nas Escrituras. Os conceitos fundamentais de Piaget, Emilia Ferreiro e de vários pensadores brasileiros são avaliados à luz dos conceitos bíblicos da epistemologia e de seu sistema de valores. Dentre seus 20 capítulos, encontramos vários temas que incluem a avaliação de alguns materiais didáticos e suas filosofias anticristãs. A seção serve como um chamado à reflexão por parte dos pais, educadores e escolas cristãs que querem de fato promover uma educação de excelência que tenha fundamentos numa cosmovisão bíblica sobre a vida e o mundo.

A segunda parte do livro labora sobre a educação escolar cristã como uma alternativa, partindo do princípio de que a Bíblia nos apresenta uma visão unificada da vida que deve servir como base para a educação praticada pelo cristianismo em geral e pelas escolas cristãs em particular.  A seção trata de definir o que é a educação escolar cristã, quais são seus parâmetros e como ela se constitui a partir de uma cosmovisão cristã. Neste ponto o autor faz uma descrição da aplicação do conceito de educação cristã escolar para as grandes áreas do conhecimento, demonstrando como cada uma delas deve ser compreendida e ensinada a partir das Escrituras: a matemática, ciência, saúde, geografia, história, sociedade, governo, economia, cultura e arte e tecnologia. Dentre os capítulos encontramos tratados os temas da didática de Jesus, limites, a missão da escola e do educador e seu papel na cultura.

A última parte trata da Pedagogia Redentiva traçando as suas definições e tarefas fundamentais. Trabalhando sobre os principais atores e ideias da pedagogia praticada no Brasil, Solano caminha para uma proposta que avalia os caminhos seguidos até o momento avaliando em que pontos são possíveis o diálogo entre a pedagogia em geral e a proposta de uma pedagogia que leve, de fato, em consideração os pressupostos do cristianismo histórico conforme compreendido a partir das Escrituras. Os principais temas abordados são a complexidade, transversalidade e transdisciplinaridade, individualidade, pilares da educação, construtivismo, pedagogias de Paulo Freire e males sociais. O livro é concluído com uma breve seção que abre o caminho para as próximas pesquisas e desafios que se encontram no caminho dos educadores cristãos brasileiros.
Como dito anteriormente, trata-se da reflexão sobre a experiência numa caminhada que amadureceu ao longo do tempo. Solano Portela estabelece em seu livro o “ponto de fuga” sobre o qual poder-se-á construir toda uma perspectiva para a educação escolar cristã no Brasil. 

Mauro Meister

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2012/12/ao-escolher-uma-escola-voce-costuma.html

Este ano participei como tradutor na 28a Conferência Fiel para pastores e líderes (e levei a esposa!). Solano foi um dos conferencistas e Augustus esteve lá para celebrarmos juntos o lançamento do mais novo livro do Solano (O Que Estão Ensinando aos Nossos Filhos? - em breve à venda no site da Editora Fiel [foram vendidas mais de 500 cópias durante o evento]). 

Confesso que traduzir é um trabalho pesado, mas um privilégio muito maior. Tive a oportunidade de traduzir 4 vezes o irmão e pastor Joel Beeke, sobre vários temas. O resumo das pregações estão no blog do Renato Vargens. De impacto tremendo foi a pregação de Beeke em Hebreus 12.1-2. Eu sabia que tinha muita gente do meu lado, tendo lido este texto tantas vezes. Mas não sabiam que eram tantas! Creio que você ainda pode assistir as pregações no Blog Fiel.

No final da conferência Fiel desse ano, o resumo do que aprendi e do que tenho que fazer (este não é só um exercício de retórica e magistério, mas o que espero ver transformado na minha vida):

1. Tenho que aprender a odiar mais o pecado. Como estou longe!
2. Tenho que a amar muito mais a santidade. Como estou longe!
3. Tenho que aprender a orar muito mais. Como estou longe!
4. Tenho que e ser mais sensível à palavra da Escritura.

Também aprendi:

1. Há uma uma nuvem de testemunhas nas arquibancadas do céu e da vida orando e incentivando a minha caminhada. Obrigado Senhor por aprender isto!
2. Sei que amo a Deus e a Sua palavra. Obrigado pela obra e testemunho do Espírito Santo. 
3. Corretamente, amo a Exposição bíblica e estou sempre convencido que tenho que falar mais de Cristo e sua glória. Que o Senhor me dê ainda mais paixão. 
4. Tenho que ser um pastor muito mais dedicado (isto inclui mais dedicação à minha esposa e filhos).
5. Tenho que aprender a evangelizar conforme as Escrituras.
6. Tenho que ser mais incisivo ao falar do pecado, sem temer a a homens!

Assim me ajude o Senhor.
Obrigado Senhor, pelos instrumentos que usastes para isto!

PS. Também aprendi que nunca devo ler um comentário no FB enquanto estiver traduzindo uma mesa redonda!

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2012/10/reflexoes-ao-final-da-conferencia-fiel.html

Uma casa nova, um bairro novo, uma igreja nova

Uma nova igreja local - Igreja Presbiteriana na Barra FundaÉ assim que se processa na minha mente como a igreja Presbiteriana na Barra Funda está nascendo. Deus deu a nossa família o privilégio de vir morar  este bairro que está se tornando, na verdade, uma nova cidade.

A expectativa de multiplicação demográfica nos próximos 10 anos é estupenda. De ‘gatos pingados’ a uma expectativa de ocupação de acima de todas as demais áreas da cidade de São Paulo (230 habitantes por hectare – o bairro vizinho, de Perdizes, tem 160 habitantes por hectare). Vamos colocar em uma perspectiva mais clara: na quadra onde é nosso apartamento não tinha nenhum imóvel residencial, só comércio e indústria. Agora, já tem 400 apartamentos de 3 e 4 quartos prontos e mais 3 torres com centenas de novos apartamentos sendo construídos. De zero habitantes a milhares, em uma quadra!

Isto colocou diante de nós uma oportunidade

Como pastor há mais de 20 anos, percebi que me acostumei às ovelhas e ao seu cheiro, o que é bom, mas, ao mesmo tempo, me impediu de conviver com aqueles que não pertencem ao rebanho de Cristo. De repente, me vi cercado de centenas de pessoas que estão perdidas, sem pastor, por não terem o Evangelho que pode lhes dar o verdadeiro pastor. A partir dai, é como se não tivesse escolha, abriu-se uma oportunidade e uma porta na qual eu sequer havia batido!

Apresentei o projeto à família, irmãos, pastores, ao conselho da Igreja Presbiteriana da Lapa e aos irmãos da Igreja Presbiteriana Paulistana. As portas abertas se alargaram e as perspectivas se avantajaram

diante dos olhos, crescendo tão rápido como a  própria população do Bairro. Posteriormente recebemos a cooperação do Plano Missionário Cooperativo, da IPB. Já nos reunimos para a  formação do grupo base por alguns domingos, adorando, celebrando a Ceia do Senhor e ouvindo a Palavra. Temos sido um grupo constante de pouco mais do que 10 pessoas e temos aprendido com a Palavra a nos fortalecer na graça do Evangelho para poder levá-lo aos que não conhecem. Por isto oramos e convidamos pessoas que o Senhor tem colocado em nosso caminho e isto alegra o nosso coração.

Tudo é muito simples e doméstico, e ao mesmo tempo queremos que seja sério, solene e alegre. Juntos queremos ver uma igreja local crescer com o fundamento da Escritura, teocêntrica, cristocêntrica e conduzida pelo Espírito Santo. Com certeza gostaríamos de receber a visita de  alguns para se alegrarem conosco e compartilhar da fé em nosso Senhor. A Escritura diz que não devemos cobiçar, mas cobiçamos as suas orações por esta igreja nascente.

Nossa missão é muito simples, e não poderia ser outra:  ir e pregar o Evangelho, fazer discípulos, batizar e ensinar!

Temos uma página no Facebook: www.facebook.com/ipbarrafunda.
Você pode entrar em contato conosco pelo email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Leia Mais no Blog: http://tempora-mores.blogspot.com/2012/04/uma-nova-igreja-local-igreja.html

Terça, 14 Fevereiro 2012 09:28

Visão Nacional para a Consciência Cristã

Transcrevemos abaixo uma Carta Aberta vinda da pena do diretor da VINACC, Pr. Eudes, que promove o Encontro para a Consciência Cristã, em Campina Grande, Paraíba (estado de origem do Dr. Augustus!). Este ano eu e Augustus (e muitos outros) estaremos no encontro, que acontece durante os dias de carnaval e movimenta uma multidão de pessoas. Oramos pelo movimento e nos ajuntamos ao apelo que os irmãos fazem.

CARTA ABERTA À IGREJA BRASILEIRA
Campina Grande, 7 de fevereiro de 2012.

Há mais de uma década, a VINACC tem promovido o Encontro para a Consciência Cristã, com o propósito de exaltar a pessoa de Jesus Cristo, defender a fé cristã, edificar a Igreja e proclamar o Evangelho. Esses pilares fundamentais têm norteado nossas ações com vistas a cumprir o desafio de “... batalhar pela fé, que uma vez por todas foi entregue aos santos.” (Jd 3).

Somos uma instituição sem fins lucrativos ou político-partidários, que defende o cristianismo bíblico, herdeiro da reforma e dos avivamentos pelos quais passou a Igreja de Jesus ao longo dos séculos. Quanto à fé e prática, somos cristocêntricos. Teologicamente, defendemos um Evangelho puro e simples, conservador dos ideais de Deus para o seu povo, compreendido nos estritos limites das Escrituras Sagradas que, para nós, é infalível, inerrante e eterna. 

O nosso compromisso é com a verdade do Evangelho, mesmo que isso nos traga dor, sofrimento ou dificuldades. E é justamente isso que gostaríamos de compartilhar com você que entende que é Igreja do Senhor e corresponsável, por manter viva a chama do genuíno Evangelho. 

Fato é que ante a crise ética e moral que se abate sobre a sociedade contemporânea e respinga sobre a Igreja, nossa postura de compromisso com o Evangelho, nos causa dificuldade, retaliação e até perseguição.  Não nos permitimos receber ajuda de igrejas ou organizações que adotam a teologia da prosperidade, com vistas a não corrompermos nossos princípios básicos; também, não negociamos nossos valores fundamentais, recebendo recursos oriundos de pessoas ou organizações que têm interesses eleitoreiros ou alguma intenção escusa. Embora possamos contar com alguma contribuição do poder público, para a realização dos Encontros para a Consciência Cristã, estas, quando ocorrem, se dão com todas as formalidades legais e cobrem apenas parte dos custos. Some-se a isso tudo o fato de pessoas e organizações comprometidas com o presente século, não só não nos apoiarem como também trabalharem para inviabilizar o Encontro.  É diante desse quadro que vemos nossas fontes de financiamento cada vez escassas e limitadas ao “remanescente fiel” da Igreja de Cristo.  No entanto, somos gratos a Deus e cremos que para ele não há impossível e que ele continua agindo em e através de sua Igreja.

A VINACC e o Encontro para a Consciência Cristã são mantidos, basicamente, por meio de doações de pessoas e organizações que reconhecem a importância da verdade do genuíno Evangelho e estão comprometidas com sua proclamação “até os confins da terra”. É por isso que gostaríamos de contar com sua colaboração:

Diante destes fatos, queremos convidar você a se unir conosco, de três formas:
1ª) Intercedendo pela VINACC e pelo 14º Encontro para a Consciência Cristã a fim de  que Deus aja poderosamente, abençoando os preletores e participantes lhes proporcionando momentos de crescimento espiritual;
2ª) Participando do evento.  Em 2012, o Encontro acontece de 15 a 21 de fevereiro (durante o período do Carnaval) em Campina Grande – PB, reunindo cristãos das mais variadas denominações, e contando com a participação de preletores de renome internacional que têm sido poderosos instrumentos de Deus para transformação de vidas, em palestras, debates e preleções;
3ª) Abençoando financeiramente este evento, (os custos desta edição giram em torno de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais), seja se tornando um mantenedor da VINACC ou fazendo uma doação para o Encontro,  tornando possível essa  missão de levar uma visão cristocêntrica a uma sociedade impregnada de relativismo e incredulidade. 

A nossa oração é para que o Senhor Jesus, através do Seu Santo Espírito, possa tocar em seu coração e lhe falar muito mais do que podemos expressar nesta simples carta.

Que o Senhor nos abençoe e nos ajude.
“Porque somos cooperadores de Deus.” (1 Cor 3.9)

Leia Mais no Blog: http://tempora-mores.blogspot.com/2012/02/visao-nacional-para-consciencia-crista.html

Faleceu um entre os Santos: John R. W. Stott
Como Augustus escreveu semana passada, morreu Amy Winehouse, uma inglesa de grande influência no mundo pop. Morreu, supostamente, de overdose, aos 27 anos. Ainda não há um laudo, mas, pela sua vida, ninguém acredita que seja diferente disso. Muitas vezes apareceu em público sob a influência de drogas e pelo que vemos na televisão muitos de seus fãs...
Domingo, 28 Agosto 2011 13:27

Sutilezas da teologia

Sutilezas da teologiaAlguém me mandou o texto Adão e Eva somos nós. Título que chama a atenção e conecta imediatamente quem conhece a história bíblica com a realidade, afinal, como descendentes de Adão e Eva carregamos todos os dias as marcas do seu pecado em nossa natureza e herdamos a 'originalidade do pecado' (a doutrina do pecado original afirma a verdade bíblica da universalidade do pecado - Rm 5:12-14).
Teologia Bíblica da Missão no Antigo TestamentoA Editora Fiel já disponibilizou os vídeos da 27a Conferência, sobre Evangelização e Missões. Eles podem ser vistos, ouvidos ou baixados direto do site da Editora, além de serem adquiridos em DVD ou CD.  Como já dito em post anterior, dentre os pregadores Augustus e eu tivemos o privilégio de expor as Escrituras dentro do tema.

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